Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Tourada




Pois fiquem sabendo, em exclusivo, o que o ministro estava a dizer:

"Ó Bernardino, sempre vamos logo ao Campo Pequeno?"

(Por isso fez aquele gesto taurino).

E as pessoas, chocadas com aquilo, já nem repararam na resposta do outro:

"Não vale a pena, isto aqui já é uma tourada!"



E pronto, no fim de tudo, não cortou orelha nem rabo e saiu de fininho pela porta pequena, enquanto a corrida continuava sem brilho. Até ao fim, o inteligente não teve coragem de pedir mais música.


* Fotografia SIC, "gamada" no Facebook

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Pilhas

Não vejo a luzinha do costume. E a porta não abre. Carrego outra vez no comando. Nada de luz. Nem de abrir. Mais uma vez. Nada. Tento outra vez o comando. E ainda outra, e outra. Ná… Entretanto, está um calor horrível, e o cabelo cola-se-me ao pescoço. Procuro o leque. Estou de pé no passeio e, como sempre, na carteira nunca encontro nada. Tento abrir o carro outra vez. Agora precisava de despejar a carteira em cima do banco do lado. E, depois de me abanar com o leque, iria para casa já com o ar condicionado ligado. Mas a luz não acende e as portas continuam sem abrir.
Quero ligar para a “assistência em viagem”, mas também não encontro o cartão com o número… e não me lembro de olhar para o pára-brisas, onde está o selo do seguro com o número bem visível.
Resolvo ir a um café onde me possa sentar e procurar o que me faz falta dentro da carteira. Finalmente, já com um café à minha frente, descubro que afinal o leque não consta (não faço ideia de onde possa tê-lo deixado) e, depois de muito procurar entre os cartões, encontro o número da assistência.
Depois de dizer a matrícula do meu carro a quem me atende, informo que o comando não funciona e as portas não abrem. Pergunta-me: “Não será falta de pilha?” Se calhar, mas nunca me tinha acontecido. E acrescenta: “E com a chave, a fechadura não abriu?”
A primeira coisa que me passou pela cabeça foi que, se ao telefone estivesse um homem, pensaria logo em cartas que saem na farinha Maizena, e outras histórias cretinas de mulheres ao volante...
Dei uma gargalhada e respondi: “Tem razão, as chaves sempre serviram para abrir fechaduras, mas há séculos que não abro um carro com chave…”
Ela não se riu e ainda acrescentou: “Se também não conseguir com a chave, ligue-nos outra vez”. Muito profissional, sim senhora.


Isto tudo foi ontem ao fim do dia. Depois fui substituir a pilha, sim. A do comando.
(E sim, volto aqui para contar isto mais de um mês depois do último post publicado. Preciso de férias. É já a seguir. Para a semana!
Será que volto menos distraída?
Bjs)

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

D' Artagnan

A Medeia costuma ser exigente, nomeadamente na selecção dos filmes que exibe. É pena que a exigência de qualidade não seja extensiva às legendagens.
Fui ao King ver o “Almoço de 15 de Agosto”, um excelente filme, por sinal.
Mas logo nas primeiras cenas, em que o protagonista lê alto para a mãe "Os Três Mosqueteiros", as legendas oferecem-nos, por duas vezes, uma verdadeira pérola: "DARTACÃO" em vez de D’Artagnan!
O responsável pela tradução e legendagem é certamente da geração que viu aqueles desenhos animados e que se calhar até tem a música do genérico como toque do telemóvel... Mas, sinceramente, não há desculpa para tanta ignorância!

Só no Google, há 1.160.000 (a sério, vi mesmo agora) resultados para D'Artagnan, e no primeiro que aparece, da Wikipedia, lê-se: "Na literatura... foi uma das personagens mais importantes do escritor Alexandre Dumas. D'Artagnan é considerado o quarto mosqueteiro, já que os três seriam Athos, Aramis e Porthos. Proveniente da Gasconha, chega a Paris com o ideal de uma nova vida e acaba se envolvendo em uma série de aventuras."

Será que quem chama Dartacão a D'Artagnan também acha que este era um "moscãoteiro"?

Pobre Dumas!

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Duas notícias de hoje

Injustiças e faltas de respeito são as duas coisas que mais me tiram do sério. Por isso, acho inacreditável isto: como é possível que se diga aos desgraçados que sofreram um terramoto, ficaram sem pessoas que lhes eram queridas, sem casa e sem nada, e que agora vivem em tendas da protecção civil "façam de conta que isto é um fim-de-semana num parque de campismo"? Sem comentários...
Apesar de tudo o que vemos e sentimos, continuo a acreditar que é nobre o serviço público. Pelo menos como o entendo e como tento prestá-lo. O problema é que muita pouca gente o entende assim, e muitos políticos também não querem saber. As mais das vezes, estes servem-se do serviço público em vez de servir o público com o seu serviço.
Gostei de saber que um actor do "Dr. House" troca a arte da representação pela arte do serviço público, mesmo com ordenado menos chorudo. Eu sei que é para trabalhar com o Obama, mas mesmo assim é de louvar, não acham?

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Sem truques nem pressas

Na 3ª feira, decidi começar dieta rigorosa, porque, no dia 13 de Abril, deixo de fumar. A minha média de cigarros já baixara de 20 para 10/12 nas duas últimas semanas. Nada mau. E estava tudo bem encaminhado. O meu jantar ia ser uma saladinha, volumosa mas muito leve, eventualmente desconsolada. Parecia um bom começo.
E foi, mas não foi nada assim.
Um amigo, que mora a duas horas de distância e que eu não via há muito tempo, ligou a dizer que estava cá e a convidar-me para jantar. É claro que eu fui. E claro que, sendo o P. um dos maiores gourmets/gourmands que conheço, o jantar foi excelente. Obviamente, estivemos horas à mesa e comi, bebi e fumei muito mais do que seria suposto - dieta e menos tabaco podiam esperar mais um dia.
Mas não me arrependo nem um bocadinho. Foi tão boa a conversa-de-pôr-a-vida-em-dia…
Ontem comecei então a dieta e os cigarros passaram a ser menos outra vez.

Os amigos são o melhor que há. Mesmo longe, estão sempre lá para nós, e quando os revemos depois de muito tempo parece que ainda há dias estivemos juntos e conversamos sem truques nem pressas, rimos quase sempre muito, e choramos, também muito, às vezes. Desculpam os nossos erros e conseguem até achar-lhes graça, entendem-nos e aceitam-nos como somos, mesmo quando nós próprios temos dificuldade em nos entender…
Os melhores de todos os amigos são os que juntam tudo isto. E esses, poucos mas muito bons, é que não podem nunca ser adiados.

Sábado, 14 de Março de 2009

Magia!

video

Recebido por e-mail.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Book das faces

Para quem dizia não achar piada ao Facebook - espécie de Big Brother, cusquice até dizer chega, blá-blá-blá, não está mal, não senhor. Acabo de andar por lá, divertida. E pronto, assim se passam 2 horas e tal, sem fazer nada de especialmente útil. Mea culpa.
E agora vim aqui só para dizer isto, que é como quem diz, encher chouriços.
Se alguém me está a ler, vai pensar: "Então porque vieste? Se calhar, devias era dedicar-te à pesca, ou - já viste as horas? - ir dormir, ou assim... ?"
Pois, é melhor ir dormir, não é?
Boas "nôtes".

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Calmaria

A minha Mãe adora o Verão, a praia e o mar, mas resistira sempre ao convite, porque tinha medo de enjoar. No Verão passado, finalmente, o Pica convenceu-a a ir dar uma volta de barco até Sagres. Não enjoou, e adorou, claro!

Algumas das fantásticas fotografias desse passeio (da nossa querida Felipa, fotógrafa oficial deste blogue) ilustram o que a Mãe deve ter sentido desde o dia de Dezembro em que soube estar doente até hoje, dia em que oficialmente soube estar curada!
Depois de praias paradisíacas, de repente o mar alto, revolto, ameaçador, junto ao cabo de São Vicente;
a seguir, no regresso, vento ao contrário, e salpicos a tornarem-se dilúvio, obrigando-a a encolher-se de frio dentro do oleado;
Pouco tempo depois, era o regresso à calmaria. A Rocha Negra, de que a minha Mãe gosta tanto, de que o meu Pai gostava tanto, lá estava à sua espera.

O susto passou. O médico confirmou aquilo que todos esperávamos: passou tudo, não é preciso fazer nenhum tratamento daqueles cujo nome quase tínhamos medo de dizer. As últimas análises, segundo ele, são de uma rapariga de 20 anos! A minha Mãe é uma vencedora, a fazer juz ao nome que a Joana lhe pôs há pouco tempo: "Tia Hércules"!
E no Verão que aí vem, e que já se anuncia pelo sol que já temos outra vez, aposto que a minha Mãe vai aceitar outra vez o convite do Pica. Mas as fotografias desse passeio terão legendas diferentes.

O que tem de ser, tem mesmo muita força! E tinha de ser assim. Afinal, Deus não dorme.

Terça-feira, 3 de Março de 2009

(Afinal) somos felizes!


Quem não leu o artigo com este título na última edição da revista "Visão", pode fazê-lo agora, aqui. Uma sondagem feita sobre a felicidade dos portugueses, que pode ver também aqui, mostra que afinal somos felizes. "Mais de 73%... consideram-se felizes. Família, amor, saúde e amizade" são o mais importante.

Quando tudo nos fala de crise, e, de uma forma ou de outra, acabamos por senti-la na pele, é bom recordar e convencermo-nos de uma vez por todas que afinal podemos mesmo ser felizes apesar de tudo.

Não viajamos tanto como gostaríamos, ou não viajamos de todo há já muito tempo, ganhamos pouco e cada vez mais o ordenado estica menos, mal chegando até à chegada do do mês seguinte. Temos menos poder de compra. Livros, discos e flores, por exemplo, deixaram de entrar como entravam nas nossas casas, e nós quase deixámos de sair de casa para ir jantar fora porque o dinheiro passou a deixar de dar para essas coisas. Mesmo os saldos não conseguem fazer-nos gastar dinheiro como nos outros anos (disse-se até que os últimos foram dos piores em volume de vendas). O dinheiro simplesmente já não chega para quase nada.

A "Visão" vem agora lembrar àqueles que se tinham esquecido e dizer aos que ainda não tinham percebido, que o dinheiro só por si não traz a felicidade, e demonstrar a todos que a felicidade não se faz de cifrões. É por isso que, apesar da crise, apesar de tudo, os portugueses se consideram felizes. Graças a Deus!, digo eu. Parece que afinal os portugueses valorizam mais os verdadeiros valores (a aliteração é propositada).

No final do artigo, a "Visão" recomenda "12 passos gratuitos, estratégias defendidas pela psicologia positiva, que guiam a caminhada até ao bem-estar".
A estes, junto mais um:
"13º - Sonhar mais."

E ainda me apetece acrescentar que esta é a altura certa para aproveitar pôr em prática a velha "máxima" do "amor e uma cabana"!

Sejamos felizes!

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Yes Weekend!

Fim-de-semana grande, graças ao senhor que, certamente por termos atingido altíssimas taxas de produtividade e graças à fulgurante situação financeira da coisa, quer que fiquemos em casa a festejar o Carnaval e que daqui a uns meses lhe paguemos esta magnanimidade com votos.
Só para chatear, não só não fico em casa, como também não lhe dou voto nenhum.
Mas obrigada na mesma.