sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Yes Weekend!
Só para chatear, não só não fico em casa, como também não lhe dou voto nenhum.
Mas obrigada na mesma.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Onde chega a trafulhice...
WHAT A GREAT IDEA!
terça-feira, 23 de setembro de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Cristo-Rei: Alberto João?
Hipótese 1: Quem é que este gajo pensa que é?
Hipótese 2: Quem é que os gajos pensam que o gajo é?
Hipótese 3: Mas, afinal, quem é esse tal Alberto João?
segunda-feira, 31 de março de 2008
Psicologia de massas ou "os jornais é que se bão entergar disto"
Olha o que eu encontrei! Uma fotocópia de uma carta recebida há muitos anos numa empresa onde eu trabalhava:Com isto os melhores comprimentos para a companhia; tenhão mais cuidado tudo dentro de dias. Se acaso os senhores não se emportarem.
Desta que se assino.
..."
"Senhor chefe peço emensa desculpa por escrever esta carta, mas o que está certo é que com respeito à pessa que encontrei na massa beio cá o senhor ... para vire a resouber o problema da peça defacto que eu lhe dei a peça, eu pedi-lhe 20.000$00 mil escudos e o Senhor ... deu-me meciaria, 3 quilos de ..., dois de arroz, dois de farinha, 2 pacotes de ..., 6 pacotes de ..., meio quilo de ..., agora gostava de saber se essa meciaria se val 20.000$00, mas olhe a mim quem vale é ter a foto cópia da peça e ter detemunhas como foi para a rua com a panela de massa e a borracha lá dentro os jornalistas vão fazer uma vou-a palhaçada. Já telefonei para o Jornal de Notícias disserão-me que vinhão por tuda a Semana para eu ser ouvida de uns passão para outros.
Com isto os melhos cumprimentos
quarta-feira, 12 de março de 2008
Gente decidida
Reunião lá no estaminé. Faltava ver em planta a localização do novo hipermercado que o tio Belmiro quer pôr cá na terra. Pedem à rapariga, estou mesmo a ver: “É para ir buscar uma planta à Sala 4". Está com sorte: hoje faz recados, outras vezes faz limpezas. Passados poucos minutos, a miúda está de volta, afogueada, trazendo a custo um enorme vaso com uma palmeira.(Quando chegou à sala não estava lá ninguém, mas a planta estava logo ali, tão viçosa, mesmo à entrada da porta, que não teve dificuldade em descobrir o que lhe tinham pedido. Não fora o peso e a distância até à sala de reuniões, a tarefa ainda teria sido mais fácil!)
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Sou fumadora, mas não gosto de beatas

No meio da festa, chegou o momento de ficar de caras com uma daquelas pessoas que só nos falam bem em sítios igualmente “bem”, ou se nos virem acompanhados com pessoas muito recomendáveis ou muito benzocas. A estes já só cumprimento se me falarem primeiro. Já não faço fretes, pelo menos destes.
A pessoa de quem falo, e a quem chamarei X, é uma mulher praticamente da minha idade, que há vinte anos se veste, penteia e comporta como a sua própria mãe, avó, etc.
Desta vez a ocasião era propícia e falou-me. Com um meio sorriso, supostamente civilizado, mas sem nunca olhar para mim. Os seus olhos, reprovadores, estiveram desde que me viu, enterrados no meu decote (que até nem era nada demais), como se eu fosse a própria encarnação do pecado.
Há mais de vinte anos, estava eu a viver em Londres, a minha mãe telefonou-me a dizer que umas primas afastadas iam lá e me levavam umas coisas de que eu tinha saudades. Fui, como sempre andava, enchouriçada em camisolas, de calças e botas, anourak e cachecol, encontrar-me com elas numa sala de espera de um consultório, em plena Harley Street. A X era uma delas e fora a Londres, por lhe cair cabelo, para uma consulta com o dermatologista do príncipe de Gales! Estava de saltos altos e casaco beige, de pelo de camelo, e de colar de pérolas. Tal e qual como poderia estar se fosse da idade das nossas mães…
A X faz um ar bonzinho, e põe os olhos em riste, quando não está a olhar para outra coisa qualquer, como um decote. É daquelas pessoas que há muitos anos teve vergonha de mim, quando não aguentei um casamento horrível e assumi a separação. A X tem um marido nobre, muito feio e com uma cara daquelas que nos podem fazer lembrar galinhas ou chapas onduladas. São iguais… considerando que os títulos são dele o dinheiro dela… O facto de só terem um filho – que, obviamente, estuda num colégio da Opus Dei – só pode dever-se a uma de duas coisas: ou são tão estúpidos que ainda não perceberam que a “Obra” promove as famílias numerosas, ou vivem um casamento de fachada e sem sexo.
É por estas e por outras que eu não gosto de beatas. Fazem-me ficar completamente “encabrazinada”*.
*Nunca tinha ouvido esta palavra. Aprendi-a ontem com o M., e avisei-o que a ia adoptar. Além do mais, a expressão “p--- q—p----“ às vezes já não me alivia.