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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Yes Weekend!

Fim-de-semana grande, graças ao senhor que, certamente por termos atingido altíssimas taxas de produtividade e graças à fulgurante situação financeira da coisa, quer que fiquemos em casa a festejar o Carnaval e que daqui a uns meses lhe paguemos esta magnanimidade com votos.
Só para chatear, não só não fico em casa, como também não lhe dou voto nenhum.
Mas obrigada na mesma.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Onde chega a trafulhice...

Ele há pessoas muito boas. Muito interessadas no bem-estar dos outros. Olhem só o mail que recebi hoje, mail de uma "Vanesa" qualquer:
"Assunto: You are nominated for a degree

WHAT A GREAT IDEA!
We provide a concept that will allow anyone with sufficient work experience to obtain a fully verifiable University Degree. Bachelors, Masters or even a Doctorate."
Just leave your NAME & PHONE NO. (with CountryCode) in the voicemail. Our staff will get back to you in next few days!"
E deixa um número de telefone dos "States".
Se alguém estiver interessado num Diploma novinho em folha sem ter de queimar pestanas no respectivo curso (ainda por cima agora que parece que fechou a Universidade de cá que também dava disso), é só dizer. Posso vender o contacto da senhora que quer que eu enriqueça o meu C.V. ... E ladrão que rouba a ladrão...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Boa noite

Durmam bem. E bons sonhos.
É só, sim.
(Não dá para mais)

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Cristo-Rei: Alberto João?

O que pensará disto o Cristo-Rei?

Hipótese 1: Quem é que este gajo pensa que é?
Hipótese 2: Quem é que os gajos pensam que o gajo é?
Hipótese 3: Mas, afinal, quem é esse tal Alberto João?

segunda-feira, 31 de março de 2008

Psicologia de massas ou "os jornais é que se bão entergar disto"

Olha o que eu encontrei! Uma fotocópia de uma carta recebida há muitos anos numa empresa onde eu trabalhava:
"Senhor chefe pesso emensa desculpa por escrever esta carta, mas o que é certo é que não se pode comer massa com certos objeictos qte aparecem dentro dos pacote de massa..., macarronete riscado, a pessa tem o número 13 é de boracha preta e tem no lado uma pontinha de ferro dentro de breves dias mandarei publicar isto nos jornais portugues, para a televisão e para o rádio e também para a - ilegível - para todo o mundo saberem o que se está a comer em Portugal.
Com isto os melhores comprimentos para a companhia; tenhão mais cuidado tudo dentro de dias. Se acaso os senhores não se emportarem.
Desta que se assino.
..."
Acho que, na altura, os jormais não se "entergaram disto", mas lembro-me que a reclamante foi ressarcida do incómodo, tendo-lhe sido oferecido uma espécie de cabaz de Natal, com produtos da empresa.
A mulher não ficou satisfeita, queria era dinheiro, e, sentindo-se enganada, voltou a escrever dias depois :

"Senhor chefe peço emensa desculpa por escrever esta carta, mas o que está certo é que com respeito à pessa que encontrei na massa beio cá o senhor ... para vire a resouber o problema da peça defacto que eu lhe dei a peça, eu pedi-lhe 20.000$00 mil escudos e o Senhor ... deu-me meciaria, 3 quilos de ..., dois de arroz, dois de farinha, 2 pacotes de ..., 6 pacotes de ..., meio quilo de ..., agora gostava de saber se essa meciaria se val 20.000$00, mas olhe a mim quem vale é ter a foto cópia da peça e ter detemunhas como foi para a rua com a panela de massa e a borracha lá dentro os jornalistas vão fazer uma vou-a palhaçada. Já telefonei para o Jornal de Notícias disserão-me que vinhão por tuda a Semana para eu ser ouvida de uns passão para outros.
Com isto os melhos cumprimentos
..."
Digam lá que não é uma ternura...
O que diria ela agora das "vou-as palhaçadas", que nos entram pela casa dentro a cada telejornal?

quarta-feira, 12 de março de 2008

Gente decidida


Reunião lá no estaminé. Faltava ver em planta a localização do novo hipermercado que o tio Belmiro quer pôr cá na terra. Pedem à rapariga, estou mesmo a ver: “É para ir buscar uma planta à Sala 4". Está com sorte: hoje faz recados, outras vezes faz limpezas. Passados poucos minutos, a miúda está de volta, afogueada, trazendo a custo um enorme vaso com uma palmeira.

(Quando chegou à sala não estava lá ninguém, mas a planta estava logo ali, tão viçosa, mesmo à entrada da porta, que não teve dificuldade em descobrir o que lhe tinham pedido. Não fora o peso e a distância até à sala de reuniões, a tarefa ainda teria sido mais fácil!)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sou fumadora, mas não gosto de beatas




Ontem fui a um casamento. Não é das coisas de que mais gosto, mas lá fui, depois de me ter empiriquitado q.b.. Nestas coisas, é suposto trocar a camisola de gola alta quentinha e os jeans com que a gente se sente bem por atavios mais apropriados. E lá pus um vestido com que, apesar de tudo, não me sinto mal de todo.
No meio da festa, chegou o momento de ficar de caras com uma daquelas pessoas que só nos falam bem em sítios igualmente “bem”, ou se nos virem acompanhados com pessoas muito recomendáveis ou muito benzocas. A estes já só cumprimento se me falarem primeiro. Já não faço fretes, pelo menos destes.
A pessoa de quem falo, e a quem chamarei X, é uma mulher praticamente da minha idade, que há vinte anos se veste, penteia e comporta como a sua própria mãe, avó, etc.
Desta vez a ocasião era propícia e falou-me. Com um meio sorriso, supostamente civilizado, mas sem nunca olhar para mim. Os seus olhos, reprovadores, estiveram desde que me viu, enterrados no meu decote (que até nem era nada demais), como se eu fosse a própria encarnação do pecado.


Há mais de vinte anos, estava eu a viver em Londres, a minha mãe telefonou-me a dizer que umas primas afastadas iam lá e me levavam umas coisas de que eu tinha saudades. Fui, como sempre andava, enchouriçada em camisolas, de calças e botas, anourak e cachecol, encontrar-me com elas numa sala de espera de um consultório, em plena Harley Street. A X era uma delas e fora a Londres, por lhe cair cabelo, para uma consulta com o dermatologista do príncipe de Gales! Estava de saltos altos e casaco beige, de pelo de camelo, e de colar de pérolas. Tal e qual como poderia estar se fosse da idade das nossas mães…

A X faz um ar bonzinho, e põe os olhos em riste, quando não está a olhar para outra coisa qualquer, como um decote. É daquelas pessoas que há muitos anos teve vergonha de mim, quando não aguentei um casamento horrível e assumi a separação. A X tem um marido nobre, muito feio e com uma cara daquelas que nos podem fazer lembrar galinhas ou chapas onduladas. São iguais… considerando que os títulos são dele o dinheiro dela… O facto de só terem um filho – que, obviamente, estuda num colégio da Opus Dei – só pode dever-se a uma de duas coisas: ou são tão estúpidos que ainda não perceberam que a “Obra” promove as famílias numerosas, ou vivem um casamento de fachada e sem sexo.

É por estas e por outras que eu não gosto de beatas. Fazem-me ficar completamente “encabrazinada”*.


*Nunca tinha ouvido esta palavra. Aprendi-a ontem com o M., e avisei-o que a ia adoptar. Além do mais, a expressão “p--- q—p----“ às vezes já não me alivia.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008