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quinta-feira, 26 de março de 2009

Sem truques nem pressas

Na 3ª feira, decidi começar dieta rigorosa, porque, no dia 13 de Abril, deixo de fumar. A minha média de cigarros já baixara de 20 para 10/12 nas duas últimas semanas. Nada mau. E estava tudo bem encaminhado. O meu jantar ia ser uma saladinha, volumosa mas muito leve, eventualmente desconsolada. Parecia um bom começo.
E foi, mas não foi nada assim.
Um amigo, que mora a duas horas de distância e que eu não via há muito tempo, ligou a dizer que estava cá e a convidar-me para jantar. É claro que eu fui. E claro que, sendo o P. um dos maiores gourmets/gourmands que conheço, o jantar foi excelente. Obviamente, estivemos horas à mesa e comi, bebi e fumei muito mais do que seria suposto - dieta e menos tabaco podiam esperar mais um dia.
Mas não me arrependo nem um bocadinho. Foi tão boa a conversa-de-pôr-a-vida-em-dia…
Ontem comecei então a dieta e os cigarros passaram a ser menos outra vez.

Os amigos são o melhor que há. Mesmo longe, estão sempre lá para nós, e quando os revemos depois de muito tempo parece que ainda há dias estivemos juntos e conversamos sem truques nem pressas, rimos quase sempre muito, e choramos, também muito, às vezes. Desculpam os nossos erros e conseguem até achar-lhes graça, entendem-nos e aceitam-nos como somos, mesmo quando nós próprios temos dificuldade em nos entender…
Os melhores de todos os amigos são os que juntam tudo isto. E esses, poucos mas muito bons, é que não podem nunca ser adiados.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Olhar


Quem me conhece sabe que não minto e que, se o fizesse, os meus olhos me denunciariam. Tenho amigos cujo olhar evito, quando não quero que me leiam a alma. É que, nos meus olhos, conseguem ver todas as minhas alegrias e angústias, a minha raiva ou pena.
Há dias, estive com um amigo que não via há algum tempo. Logo que nos encontrámos, disse-me que eu estava diferente e melhor, porque “já não tens raiva nos olhos”. Achei piada e percebi que de facto mudei.
Mas é verdade, já não sinto raiva, já não passo os dias a dizer mal de tudo e de todos. Porque já não vejo razões para dizer mal. Estou em paz no novo sítio onde trabalho, onde uma emoção pode ser a que a seguir conto:
Anteontem, ia a descer a escada para ir lá abaixo fumar um cigarro sozinha … oiço um tropel de ferrraduras: era o Girassol, o macho cá da Quinta, que em vez de entrar para o estábulo quando o recolhiam à tarde, resolveu dar umas voltas a galope pela Quinta.
Aqui, um animal a correr à solta fora do prado é uma emoção forte…
É que não me enervo meeeeeesmo. Estou a ficar “zen”. Se Deus quiser, vou ficar mais saudável. (Quem quer uma chávena de chá de erva-príncipe?) E melhor pessoa, já agora...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

E se eu fosse o "Borda d'Água"? III

Ontem, dia 6, o sol brilhou todo o dia, certamente para tornar mais agradável a parte final da viagem dos Reis Magos e ainda mais luminosa a sua chegada ao presépio.

Neste dia, dois amigos bloggers, nos comentários do post anterior, ajudaram-me nesta minha tarefa de registar o clima...:

"Parece que Junho vai ter sol", disse o João Paulo Cardoso - que só conheço da blogosfera - do Eldorado (blog que aconselho a quem gosta ou precisa muito de rir, e a quem não gosta ou acha que não precisa para que passe a gostar... e também para que vejam o seu último post, em que dá os parabéns à sua Mãe. Uma ternura. Parabéns, Mãe do João Paulo! )

"Junho solarengo... ", acrescentou o Huckleberry Friend, o meu amigo Pedro - que conheci nos blogues, mas que já conheci mesmo e com quem já conto como meu amigo - do Codornizes, um dos blogues que visito mais, por ser muito, muito cosy. E o Pedro fez até futurologia, sem ver sequer como estará hoje, dia 7 (sim, por que ele escreveu ainda no dia 6): "Julho veremos. Mas pelo andar da carruagem ainda temos neve lá para Agosto ou Setembro... " Não agoires, Pedro! Hoje, 7 de Janeiro, lá para o fim do dia, logo veremos...

E já que prometes "uma visita à quinta um destes dias, com uma cordeirinha que nasceu aqui há uns meses!", fico à vossa espera, para vos mostrar outro cordeirinho que nasceu lá, mas que não é tão redondinho nem tão cor-de-rosa, nem tem olhos azuis como a vossa.

E pronto, acabou o Dia de Reis, acabou o Natal. Já estou a pensar na preguiça que vou ter, como nos outros anos, de tirar as decorações de Natal cá de casa. Gosto tanto de a ver assim... Talvez ganhe coragem no fim-de-semana. Logo se vê. Afinal, cá em casa o Natal não começou em Novembro como nas lojas. Só pus o presépio e as outras coisas no dia 8 de Dezembro, ainda nem fez um mês. E assim sempre faço render o Natal mais um bocadinho.

By the way, deixo aqui uma imagem dos Reis Magos no Presépio (de Andrea Mantegna) gentilmente cedida pelo Pedro, embora ele ainda não saiba que eu lha "roubei".


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

E se eu fosse o "Borda d'Água"? II

É incrível! Anteontem estava disposta a vir aqui todos os dias com este assunto. Mas ontem esqueci-me. Eu tinha avisado que sou desorganizada, mas a este ponto...
Eu só disse "Uma espécie de boletim meteorógico antecipado, que farei aqui durante mais 9 dias, até ao próximo dia 12". Afinal não prometi vir mesmo todos os dias...
De qualquer maneira, aqui ficam as notas de ontem e de hoje:
- Dia 4 de Janeiro - dia enfarruscado, mas sem chuva;
- Dia 5 de Janeiro - ameaça de chuva que não veio, nem uma pontinha de sol e mais frio.
Em Abril ainda não deve dar para ir à praia, e em Maio, se isto for verdade, ainda pior.
Amanhã veremos como vai estar o tempo em Junho. Esperemos que ao menos haja sol!
Aproveito para contar a primeira visita que tive lá na Quinta. Hoje à tarde, o segurança ligou-me: "Estão aqui duas senhoras que dizem que vêm para um baptizado." Não percebi nada. Afinal, eram duas ex-colegas de trabalho do sítio de onde me mudei que resolveram aparecer, a gozar com o facto de eu ter contado do nascimento da ovelhinha! Não pude mostrar-lhes o bébé, mas adorei a visita.
É muito bom saber que deixamos saudades. É como se as saudades que sentimos ou que deixamos servissem para nos lembrar que só as pessoas são importantes. O resto, no fundo, é completamente acessório.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ainda seremos os mesmos...

"(...) Ano Novo... O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...
Ainda seremos os mesmos...
Ainda teremos os mesmos amigos...
Alguns o mesmo emprego...
O mesmo parceiro(a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos em 2008...
A diferença, a subtil diferença, é que ..., temos um ano INTEIRINHO pela frente!
Um ano novinho em folha!
Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...
Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos...
365 dias para fazermos aquilo que quisermos... Ou para deixarmos que façam o que quiserem conosco...
Sempre há uma escolha... E, exatamente por isso, façam as MELHORES escolhas que puderem. Sorriam o máximo que puderem. Amem mais. Abracem bem apertado.
Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar.
Agradeçam as vossas escolhas, pois, certas ou não, elas são as vossas. E ninguém pode ou deve questioná-las.
E gostaria de agradecer aos amigos que tenho.
Aos que me "acompanham" há muito tempo. Aos que eu fiz este ano.
Àqueles a quem escrevo pouco, mas que recordo muito. Àqueles a quem escrevo muito, mas falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria. Aos que moram perto e eu vejo sempre. E aos que, morando perto, mesmo assim vejo pouco.
Aos que me "seguram", quando penso que vou cair.
Àqueles a quem dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.
Aos que ganham e perdem.
Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
Obrigado por fazerem parte da minha história."
Este texto, ao qual fiz umas pequeníssimas alterações, foi-me mandado por e-mail pela Cristina, uma prima minha que já foi mencionada aqui, a propósito da minha estadia na Galiza em sua casa. E, apesar de o Ano Novo já não estar por estrear - já lá vão três dias - acho que ainda vem a tempo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Gaivotas

A propósito de gaivota, aqui fica esta Gaivota, de Alexandre O'Neil, pela voz de Carlos do Carmo:

(já ouvimos aqui este fado cantado pela Amália)

E já agora, mais gaivotas, na voz de Neil Diamond. "Be", a recordar o filme "Jonathan Livingston Seagull", que encheu cinemas de adolescentes, quando eu era uma.


A palavra gaivota, sabe-se lá porquê (!), faz-me lembrar o mar, praia, passeios de barco, muitas gargalhadas, férias e... o Pica!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Grande é quem sabe ser pequeno

"grande é quem sabe ser pequeno,
forte é quem assume as fragilidades e medos,
feliz é quem ama sem medida,
vencedor é quem não desiste apesar das derrotas"
Estas palavras não são minhas. Mas não me importava que fossem. Quem as escreveu foi um amigo meu, que hoje faz anos. Já falei nele aqui (Vd. ponto 7.)
Acho que não se importa que tenha usado uma citação sua.
Muitos PARABÉNS pelos 43!